Marketing jurídico para advogados

O marketing jurídico para advogados ainda é um assunto que desperta muitas dúvidas entre profissionais da área do Direito. A maior delas é sobre se é permitido aos advogados investir em marketing, considerando o que estabelece o Código de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) quanto à publicidade.

Aliás, é preciso deixar claro que há diferença entre marketing e publicidade. Em resumo, o marketing é como se fosse o guarda-chuva debaixo do qual estão todas as ações a serem executadas para alcançar o objetivo geral. Essas ações englobam desde o reconhecimento do público, processo de divulgação, venda até a relação do consumidor com a empresa. Portanto, é o guarda-chuva debaixo do qual também está a publicidade.

A publicidade, por sua vez, são as iniciativas adotadas para dar visibilidade a algo. O foco da publicidade está nos anúncios veiculados na televisão, nos jornais, na internet ou outros meios. A principal razão para o seu uso ser restrito na advocacia é o possível estímulo ao litígio. Uma possibilidade que poderia advir da liberação total da publicidade na área do Direito. Outro dos motivos para a publicidade poder ser feita de maneira determinada na advocacia é para não estimular a mercantilização da área.

Entretanto, mesmo que o Código não se refira a marketing especificamente, e sim à publicidade, são essas as regras às quais é preciso prestar atenção ao colocar em prática qualquer estratégia de marketing jurídico para advogados.

Estratégias de marketing jurídico para advogados

Um segundo ponto importante é saber quais são os objetivos do escritório de advocacia. Antes mesmo de elaborar qualquer estratégia de marketing. Sem isso, as ações podem não resultar nas conquistas esperadas pela falta de planejamento. Esse, aliás, é outro dos elementos que não podem faltar: o plano de marketing.

Independentemente de a meta ser conquistar mais e melhores negócios, melhorar o relacionamento com o cliente, ter maior competitividade, etc., é necessário planejar o que será feito, de forma a prever cada ação que será posta em prática para alcançar o objetivo. Por isso, a definição das estratégias de marketing jurídico para advogados começa por responder a uma pergunta: qual é a meta?

1. Metas para o escritório de advocacia

Determinar a meta é, basicamente, pensar qual é o resultado que se quer e em quanto tempo. Precisa ser algo razoável, que esteja de acordo com a realidade do escritório. Então, uma boa dica para definir a meta é buscar resultados anteriores obtidos pela gestão financeira e de crescimento.

Com isso feito, é preciso mirar no público que se quer impactar com as ações de marketing. Para saber qual é esse público, vale fazer uma outra pergunta: qual é o tipo de cliente que se deseja atender no escritório de advocacia?

2. Perfil de clientes do escritório

Não apenas saber, mas sim conhecer o perfil do cliente que é desejado para o escritório de advocacia. Isso faz a diferença no sucesso das estratégias de marketing jurídico para advogados. Uma maneira de começar a compreender melhor esse perfil é mapear os clientes que atualmente o escritório atende. A partir do reconhecimento de padrões de comportamento entre os que se aproximam do desejado já é possível ter uma ideia de qual é esse perfil.

Essas informações são úteis. Ajudam a determinar os canais pelos quais o escritório irá se comunicar com os potenciais clientes: site, blog ou redes sociais.

3. Canais de comunicação

Os três canais citados há pouco podem ser usados em uma estratégia de marketing jurídico. No entanto, isso não significa que é preciso estar digitalmente presente em todos eles. Até porque, é preciso tempo para produzir conteúdo. Tanto para o site, o blog, o Facebook, o Instagram, o Twitter e o Youtube.

No dia a dia, isso pode ser complicado, somado às demais tarefas, como advogar e atender o cliente. Por essa razão, vale fazer um exercício de observação para identificar em qual meio há chance de a comunicação ser mais efetiva. Não precisa ser apenas em um, assim como provavelmente não é em todos que o cliente interage. Naquele em que parecer que há maior possibilidade de obter bons resultados com a estratégia, é onde se deve investir os esforços e executar as ações.

4. Principais ações de marketing jurídico para advogados

Site

Todos os negócios jurídicos detêm um site. Os que não possuem, embora pareça exagero afirmar, estão desatualizados. Especialmente porque estamos na era digital. Assim, hoje, mais importante do que ter um endereço físico, é possuir um endereço na internet. Portanto, essa é uma das principais ações de marketing: criar um site para o escritório de advocacia. Caso ele já não exista.

SEO

Os melhores sites são aqueles que não importam de onde são acessados (computador ou smartphone), nunca perdem a estrutura. Nem a qualidade das informações. Também, são aqueles que podem ser facilmente localizados nas buscas feitas na rede mundial de computadores em função do uso das técnicas de Search Engine Optimization (SEO) ou Otimização de Sites, em uma livre tradução para o português.

Marketing de conteúdo

Além do site propriamente dito, o SEO pode ser amplamente usado no marketing de conteúdo, cujo foco é o compartilhamento de informações a partir de um blog. Contudo, não de qualquer informação. É preciso que seja um conteúdo de qualidade, que realmente contribua para a resolução de uma dúvida das pessoas atraídas para a leitura. Preferencialmente, um texto sem a linguagem técnica jurídica, que não é de conhecimento de todos.

Redes sociais

Essa orientação vale, também, para o conteúdo que for compartilhado nas redes sociais. Com exceção do LinkedIn, pois essa rede, em particular, tem como o objetivo conectar profissionais. Assim, a comunicação pode ser feita da forma habitual na advocacia, sem o risco de o assunto compartilhado não ser compreendido.

Resultados do marketing jurídico

Conforme as estratégias de marketing jurídico forem executadas, um número maior de clientes pode chegar até o escritório de advocacia. O resultado disso será a necessidade de haver mais tempo para dedicar atenção a todas as pessoas que desejam obter assistência jurídica. Portanto, será preciso otimizar a forma de realizar algumas tarefas, como o peticionamento eletrônico.

Então, uma última sugestão é conhecer  os 14 benefícios de ter um peticionador eletrônico unificado para não ter mais que se preocupar com todas as exigências para usar os sistemas dos Tribunais. Peticionando em um minuto, haverá mais tempo para tornar o marketing jurídico um sucesso!

 



Diane Ziemann
Author: Diane Ziemann
É formada em Jornalismo pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Tem experiência em redações e agências do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Já trabalhou como repórter, editora e assessora de imprensa. Atualmente, é produtora de conteúdo da área de Inovação, na Unidade de Justiça da Softplan.

Deixe seu comentário