Já pensou em usar o legal design no seu negócio jurídico?

Em um negócio jurídico, o Direito, a forma como os advogados exercem suas atividades e fazem as entregas para os seus clientes importam muito! Na verdade, hoje, esses diferenciais se sobressaem muito mais em relação a alguns outros. É por isso que uma parte dos escritórios de advocacia estão focados em entender e utilizar de fato os conceitos e ferramentas de legal design.

Você já pensou em usar o legal design no seu negócio jurídico? Talvez esse conceito seja novo para você. Não tem problema!

O importante é você querer saber mais, pois, esse conhecimento pode ser um divisor de águas na sua prática advocatícia.

O legal design nada mais é do que o design thinking direcionado para a área do Direito. O design thinking tem como propósito colaborar para a solução problemas e o desenvolvimento de projetos. O legal design segue o mesmo princípio, porém, em um área específica: a do Direito. Para isso, utiliza a pesquisa, os brainstorms com equipes e clientes, a seleção de ideias e a experimentação.

Ou seja, a proposta desse novo modelo de pensar a advocacia é fazer com que as soluções sejam encontradas rapidamente e postas em prática no menor tempo possível. Dessa maneira, o aprendizado é mais rápido, assim como a resposta às demandas.

Como já dissemos, qualquer escritório de advocacia pode usar o legal design. Basta ter interesse nessa nova forma de pensar as práticas advocatícias. Até porque, o conteúdo está disponível e acessível a todos. Com as nossas dicas, é mais fácil começar. 😉

Onde aprender sobre legal design para usar no seu negócio jurídico?

Uma das principais razões para os escritórios de advocacia estarem com os esforços voltados para a compreensão e aplicação do legal design no negócio jurídico é o fato de a metodologia colaborar para a resolução de problemas. E sabemos que em um escritório de advocacia, eles podem ser muitos!

O legal design é uma forma de equilibrar a balança para encontrar as soluções necessárias, sem deixar o trabalho parar.

Quem pode ajudar muito na construção e uso dessa técnica é quem já vem utilizando o design thinking e experimentando a sua aplicação em outras áreas, como o Direito.

Há boas iniciativas nesse sentido, dentro e fora do Brasil. Elas ajudam a compreender e desenvolver novas formas de trabalho, gerar maior e melhor interação com os clientes, criar documentos mais acessíveis, tornar o atendimento mais humanizado e a buscar soluções inovadoras.

Quer saber quem são e onde estão essas pessoas, o que elas fazem e como podem colaborar? Apresentamos a você:

Herbert A. Simon, autor de As Ciências do Artificial

A forma mais tradicional de aprender sobre algo é pesquisando. Hoje, temos a internet para ajudar a encontrar as informações de maneira mais rápida. Contudo, caso você seja do time das pessoas que preferem os livros, uma boa leitura pode ser o The Science of the Artificial, escrito por Herbert A. Simon. Ele parte do início do surgimento do conceito de legal design.

Além disso, nessa obra, Simon traz pela primeira vez a noção de design como um “formato de pensamento”. A publicação foi traduzida para o português pela editora Almedina. É datado de janeiro de 1981 e pode ser encontrado em livrarias virtuais como a Amazon.

Tim Brown, CEO Ideo

Um dos entusiastas do design thinking, que foi o que deu origem ao legal design, é o CEO da Ideo, Tim Brown. Em uma entrevista à Yale School of Management, também publicada pelo Portal da Liderança, ele defende que o essencial para qualquer negócio é olhar para o mundo, para os clientes, para as pessoas que se deseja ter como cliente ou circular pelas áreas de interesse em que se pretende atuar, sempre com curiosidade.

Você pode ouvir mais das ideias de Tim na internet. Ele já foi palestrantes do TED. Os vídeos dele seguem disponíveis no site oficial, com legendas em português.

Legal Design Lab, da Stanford Law School

O Legal Design Lab reúne um time de profissionais de diferentes áreas. Eles atuam com o propósito de formar profissionais especializados em Direito, capazes de atuar centrados no ser humano. É a iniciativa mais reconhecida em termos de inovação e no Direito.

Além do design thinking, o Legal Design Lab também utiliza a metodologia ágil para criar novas soluções e reimaginar como o sistema legal poderia funcionar. No site, há muito conteúdo disponível para fomentar o conhecimento em legal design. Todos em inglês.

Legal + Design Summit Brazil

É um evento de Legal Design, realizado em parceria pela Future Law e Hi-Law. A Future Law promove atividades de ensino para acelerar a transformação digital. Já a Hi-Law se propõe a integrar soluções tecnológicas e a visão centrada no comportamento humano.

A primeira edição do evento, em 2019, aconteceu com o patrocínio da Softplan, maior legaltech da América Latina e desenvolvedora de soluções para o ecossistema da Justiça, como o PeticionaMais.

O objetivo do evento é apresentar palestras e painéis de Design Thinking, pautados na aplicação de metodologias ágeis, técnicas de liderança com foco na preparação da equipe para esse novo mindset, aspectos da LGPD na prática do Legal Design e muito mais.

Para conhecer os palestrantes, consultar as datas do evento e obter informações a respeito das inscrições, é possível acessar o site do Legal + Design Summit Brazil.

São boas fontes para obter e ampliar o conhecimento sobre legal design e como utilizá-lo no seu negócio jurídico, não é mesmo? Por mais que não seja um hábito seu experimentar novas estratégias ou teses, não custa fazer um teste e adotar o legal design. Nem que seja na solução de uma questão pequena, de menor impacto, para ver os resultados. Caso contrário, qual é o sentido de você ter lido o texto até aqui?



Diane Ziemann
Author: Diane Ziemann
É formada em Jornalismo pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Tem experiência em redações e agências do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Já trabalhou como repórter, editora e assessora de imprensa. Atualmente, é produtora de conteúdo da área de Inovação, na Unidade de Justiça da Softplan.

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