5 tendências para a advocacia cível em 2021

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Pouca coisa mudou para a advocacia cível em relação a 2020. Os impactos da pandemia, que ainda persistem no Brasil, devem ainda influenciar na demanda de processos. O home office também continua sendo uma realidade nos grandes escritórios, acompanhada uma cada vez maio oferta de soluções tecnológicas. Além disso, o contexto exige dos profissionais novas competências para lidar com as externalidades e a alta carga de trabalho.

Conheça a seguir 5 tendências para a advocacia cível em 2021:

1 – Aumento de demandas judiciais

Uma tendência já observada em 2020 deve prosseguir neste novo ano, em que, no Brasil, a pandemia continua causando impactos sociais e econômicos. A crise aumentou a demanda da advocacia cível. Renegociações de contratos, revisão de valores, reestruturação de dívidas, desocupações e despejos, recuperação judicial, inventário e herança são alguns exemplos de casos que devem continuar chegando. Assim, é importante para grandes escritórios contarem com fluxos consolidados para atender plenamente novos e antigos clientes.

2 – Aumento de vagas na advocacia cível

Para profissionais recém formados ou futuros advogados que ainda não escolheram sua especialidade, uma boa aposta é a área cível. Como abordamos no item anterior, desde 2020 há um aumento de demandas judiciais nesta competência. Assim, é de se esperar que aumente também a oferta de emprego para advogados especializados em direito civil. Neste contexto, espera-se dos novos profissionais um perfil flexível, resiliente e autônomo, e habilidades no uso de tecnologia e negociação são fundamentais.

3 – Mais tecnologia no dia a dia

O aumento de demandas e o incremento das equipes ocorre em uma época em que boa parte dos escritórios está operando de forma remota. E, como sabemos, essa operação em home office só é possível com o uso de ferramentas tecnológicas. Atendimento, gestão de equipes, planejamento, operações, tudo precisa estar conectado. A partir dessa nova realidade, novos problemas devem surgir para o dia a dia da advocacia cível. E com isso, ofertas de novos produtos e soluções por parte de lawtechs e legaltechs. Mais do que uma tendência, a Advocacia 4.0 definitivamente veio para ficar.

4 – Mais espaço para o Direito Digital

Sabemos que a advocacia cível é uma área que atravessa várias competências. Uma delas é o Direito Digital. Regido por legislações como a Lei de Crimes Cibernéticos, o Marco Civil da Internet, essa área ganhou recentemente mais relevância com a Lei Geral de Proteção de Dados. A LGPD entrou oficialmente em vigor em agosto de 2020, e a partir de agosto de 2021, as empresas poderão ser penalizadas com multas em caso de violações. Já há um esforço de adequação à Lei. Ao mesmo tempo, escândalos recentes de ataques hacker e vazamentos de dados pessoais pautaram os noticiários. Portanto, é interessante que advogados e escritórios tenham conhecimentos em Direito Digital para melhor atender e orientar seus clientes.

5 – Inteligência emocional

Como abordamos, a pandemia ainda deve causar impactos ao longo de 2021 no Brasil. As notícias negativas por si só já causam estresse e ansiedade na população. Por isso, uma das qualidades mais necessárias no cenário competitivo da advocacia cível é a Inteligência Emocional. Trata-se de uma habilidade fundamental num contexto de negatividades externas e alta demanda de trabalho. A Inteligência Emocional é a capacidade de se conectar de forma racional às próprias emoções, mas sem perder sensibilidade sobre o momento atual. Profissionais que dominam essa característica despertam mais empatia e confiança dos clientes, colegas e parceiros.



Tomás M. Petersen
Author: Tomás M. Petersen
Jornalista, escritor, redator e analista de marketing na Softplan. Especializado em conteúdos sobre Justiça, tecnologia e inovação.

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