Gestão de equipe no escritório de advocacia: qual modelo escolher?

A busca por equipes de alta performance é cada vez mais latente diante de um mercado que a cada dia se torna mais competitivo.

Frente a este cenário, a gestão de equipe é um divisor de águas. Os escritórios de advocacia que se dedicam a realizá-la, visivelmente, obtêm uma velocidade de crescimento maior do que os que não demonstram qualquer preocupação com a questão. A pergunta é: de qual lado é esperado que o seu escritório esteja?

Na direção dos que estão com o foco em outros assuntos, que não incluem a gestão de equipe, o quadro que se pinta é cômodo e estagnado. No sentido contrário, em que há preocupação e investimento na gestão de equipes, a situação é outra, bem diferente. Existe ânsia por crescimento, escalabilidade, entre outras conquistas que são possíveis aos escritórios de advocacia. O segredo para tudo isso ser alcançado são os modelos de gestão postos em prática, como a meritocracia.

Dependendo do perfil da equipe, existe um tipo de gestão a ser aplicada. Quer conhecê-los? É só continuar lendo!

A gestão de equipe ideal: modelos para colocar em prática no escritório de advocacia

1- Meritocracia

A meritocracia é um modelo gerencial de equipes que premia os colaboradores conforme o cumprimento de metas.

É um dos mais utilizados pelas empresas, de qualquer porte, e uma das razões para que seja escolhido é o fato de que facilita a identificação dos talentos da empresa.

Quem aplica a meritocracia para gerir equipes nos escritórios de advocacia confia que a aplicação do modelo faz com que os funcionários se sintam motivados a trabalhar cada vez mais e melhor em função das recompensas. Por exemplo, uma possibilidade de promoção ou ganhos financeiros ao fim de um ciclo.

Mas isso é alcançado quando as metas que devem ser alcançadas pela equipe estão claras e bem definidas. Caso contrário, a meritocracia corre o risco de não funcionar e, pior ainda, pode se tornar um “tiro no pé”. Ou seja, a equipe pode se sentir desestimulada, mais do que motivada.

O que se espera, com a meritocracia, é que a equipe se sinta incentivada a performar e que as pessoas com dificuldade de acompanhar o ritmo da empresa, desenvolvam determinação para melhorar.

Muitas das mudanças podem ser vistas no dia a dia. Ainda assim, é preciso monitorar de perto os resultados alcançados para ser justo no momento de “premiar” o mérito. A melhor maneira de fazer isso é com a avaliação de desempenho, próximo modelo de gestão de equipe que o escritório de advocacia pode colocar em prática.

2- Avaliação de desempenho

A avaliação de desempenho tem a grande vantagem de identificar quais são as competências em que cada colaborador se destaca e quais é preciso desenvolver. Essa análise serve de subsídio, mais tarde, para a elaboração do Plano de Desenvolvimento Individual (PDI).

Contudo, assim como no caso da meritocracia, é preciso ter cuidado com a realização da avaliação de desempenho, pois algumas pessoas tendem a não gostar de ter de fazê-la. Essa reação geralmente advém da condução incorreta do processo, em que os problemas identificados são creditados aos profissionais do direito, e não às dificuldades que o volume, ambiente e a infraestrutura de trabalho impõe à equipe.

É equivocado considerar somente “um lado da moeda” quando o outro também influencia no bom desempenho da equipe. Logo, o ideal é direcionar a avaliação de desempenho para que faça uma análise de todos os pontos que precisam ser verificados e podem intervir na produtividade da equipe, evitando ao máximo que algum seja negligenciado. Somente dessa forma, a avaliação pode realmente gerar benefícios para o escritório de advocacia.

Um efeito que prontamente pode ser observado, após a execução e apresentação dos feedbacks da avaliação de desempenho é no modo de operação da empresa. A partir da compreensão de onde todos estão e onde todos esperam chegar, amplia-se o caminho para a aquisição de grandes resultados.

3- Gestão democrática

É o modelo de gestão de equipe que dá aos colaboradores do escritório de advocacia autonomia para tomar decisões.

Na maior parte das vezes, é o tipo de gestão que obtém maior índice de engajamento das pessoas. Por outro lado, o uso da gestão democrática para coordenar a equipe também pode ser arriscado.

Há uma tendência de as pessoas divergirem em suas opiniões, e para que as estratégias para evolução do escritório de advocacia sejam executadas, a necessidade de consenso é imprescindível, assim como habilidades de comunicação individual e em grupo. Sem diálogo e compreensão, não há gestão democrática que vá adiante.

Portanto, a aplicação desse modelo exige grande maturidade para que os atritos não se sobressaiam à causa maior: a ascensão do escritório de advocacia. E são os gestores e líderes que precisam desenvolver e conduzir essa maturidade nos colaboradores e estar preparados para lidar com as situações de desconforto que possam surgir.



Diane Ziemann
Author: Diane Ziemann
É formada em Jornalismo pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Tem experiência em redações e agências do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Já trabalhou como repórter, editora e assessora de imprensa. Atualmente, é produtora de conteúdo da área de Inovação, na Unidade de Justiça da Softplan.

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